Falta de água ameaça as grandes cidades brasileiras
A capacidade de abastecimento do Distrito Federal, cuja população cresce na ordem de 2,66% ao ano, estará esgotada por volta de 2007. Além disso, o Reservatório do Descoberto, que abastece 65% do DF, corre grande perigo devido ao aumento do número de moradores ao seu redor.
O alerta vem do Tribunal de Contas da União (TCU), que realizou uma auditoria para avaliar a atuação do Governo Federal na gestão dos recursos hídricos e a crise de abastecimento de água por que já passam localidades brasileiras apesar da abundância no País. O Brasil possui 8% de toda a água doce do mundo.
Fernando Leite, presidente da Caesb, a companhia de água e esgoto do DF, confirma os números apresentados pelo TCU, mas garante que o brasiliense não tem com que se preocupar. Antecipando a crise, o governo do Distrito Federal está investindo na construção da usina de Corumbá IV, que, segundo Leite, resolverá o problema de abastecimento do DF e Entorno pelos próximos 90 anos.
A obra deverá estar concluída entre 2004 e 2005, portanto, antes da data limite apresentada pelo TCU. Corumbá IV terá uma capacidade de produção de água de 120 mil litros por segundo, dez vezes mais do que a capacidade atual do DF, que é de, no máximo, 12 mil litros por segundo.
O problema de poluição da Reserva do Descoberto, porém, é de mais difícil solução. Isso porque a reserva está localizada em Goiás, na cidade de Águas Lindas, que cresceu desordenadamente em poucos anos. No local não há infra-estrutura de saneamento e, por isso, o risco para a reserva.
Segundo Leite, a Caesb e a empresa de saneamento e água de Goiás, têm procurado resolver a questão, mas esbarram em problemas com com a prefeitura da cidade. `Já apresentamos relatórios ao Ministério Público e ao Ibama para que sejam tomadas as providências necessárias`, diz o presidente da Caesb.
O DF, na verdade, segundo o TCU faz parte de um conjunto de seis Estados que se encontram em situação de estresse hídrico, que é a baixa disponibilidade de água para consumo humano. Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Ceará, São Paulo e Bahia são os outros locais mais afetados.
Outros quatro estados apresentam tendência a enfrentar ocasionalmente falta d?água. E, segundo o relatório, esse quadro pode se agravar, caso a taxa de crescimento populacional se mantenha e a densidade demográfica continue aumentando, pois esses são os principais vetores relacionados a problemas de escassez aliados à gestão inadequada e aos fatores climáticos.
Poluição e desperdício, os problemas
Poluição de mananciais, déficit na coleta de esgotos, má utilização de recursos hídricos e desperdício de água. Esses são, segundo o TCU, os grandes vilões na luta pela preservação dos recursos hídricos.
Os números apresentados no relatório são reveladores. Mais de 34 milhões de brasileiros ainda não são abastecidos com água potável, o que equivale a 20% da população. Pouco mais de 60 milhões de habitantes não têm acesso à rede coletora de esgoto (35%), e apenas cerca de 20 milhões (12%) têm esgoto tratado.
Além disso, de acordo com a Agência Nacional de Águas, apenas 20% do volume de esgoto coletado no País passa por uma estação de tratamento. É importante destacar que dados da Organização Mundial de Saúde indicam que cerca de 80% das doenças são devidas à falta de saneamento.
O DF é uma das poucas exceções no Brasil. Nada menos do que 98% da população conta com abastecimento de água; 88% têm coleta de esgoto, que tem também bom índice de tratamento (66%). Segundo Fernando Leite, presidente da Caesb, até 2003, quando ficarem prontas as estações de tratamento de esgoto Melchior, em Taguatinga, e do Gama, o DF alcançará 100% neste quesito. As obras já foram licitadas e serão iniciadas em breve.
As causas identificadas pelo TCU para a crise de abastecimento são comuns aos grandes centros urbanos e, segundo o órgão, já provocam problemas de aumento de custos de captação e distribuição, bem como a diminuição da quantidade e da qualidade da água para abastecimento humano em várias regiões.
O uso irracional dos recursos hídricos indica, de acordo com o TCU, que a água não é tratada no Brasil como um bem estratégico. Os auditores concluíram que falta uma integração entre política de recursos hídricos e demais políticas públicas. O problema, indica o relatório, é que a água doce é compreendida como um recurso infinito, desprovido de valor econômico e, portanto, não é tratada como questão prioritária para o governo Federal.
O descaso se percebe até mesmo na falta de consciência da população, que utiliza a água como se ela fosse um bem inesgotável. No Lago Sul, por exemplo, o consumo diário é superior a 500 litros/dia por pessoa, sendo que a Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo seja de 200 litros. Bairro nobre da capital, as mansões do Lago têm, em sua maioria, piscinas e grandes jardins. Para os auditores, são necessárias, portanto, medidas de responsabilidade dos governos, da iniciativa privada e da comunidade em geral.
(Nelza Cristina).
Fonte: Jornal de Brasília (DF)
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Jorge Ramos
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Por que temos a obrigação de cuidarmos da nossa Água.
06 setembro 2010
“A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos. (Declaração Universal dos Direitos da Água, Unesco,1992).
De toda a água existente no mundo, 97,5% estão nos mares e oceanos e apenas 2,5% estão em geleiras, rios, lagos e águas subterrâneas, chamadas de “água doce”. Desta quantidade, menos de 1% (rios, lagos e outras fontes) está disponível para consumo. Se 1 litro representasse toda a água do mundo, a água doce corresponderia a 28 ml ou um copinho de café, a água disponível para o homem seria de 6,27 ml.
Relatório divulgado pelo Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que mais de 1,5 milhões de crianças morrem por falta de Água potável. <pesquisa publicada em 16 de março de 2010>
veja o video abaixo:
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Anônimo
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trabalhar hoje para temos amanhã!
03 setembro 2010
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Anônimo
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POLUIÇÃO DOS RIOS
- pela acumulação de lixos e detritos junto de fontes, poços e cursos de água;
- pelos esgotos domésticos que aldeias, vilas e cidades lançam nos rios ou nos mares;
-pelos resíduos tóxicos que algumas fábricas lançam nos rios;
- pelos produtos químicos que os agricultores utilizam para combater as doenças das suas plantas, e que as águas das chuvas arrastam para os rios e para os lençóis de água existentes no subsolo;
- pela lavagem clandestina, ou seja, não autorizada, de barcos no alto mar, que largam combustível;
- pelos resíduos nucleares radioativos, depositados no fundo do mar;
-pelos naufrágios dos petroleiros, ou seja, acidentes que causam o derrame de milhares de toneladas de petróleo, sujando as águas e a costa e matam toda a vida marinha as chamadas marés negras.
A poluição das águas tem sido um problema para a nossa sociedade, e é tempo de por fim a todo o custo este assunto.
Pois cabe a cada um de nós fazer a sua parte!
“Não jogue lixo nos rios, lagos, cachoeira, ou mesmo na sua rua ,pois acaba indo para nossos mares e rios”
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Anônimo
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Lençol Freático
Raposo: estância hidro-mineral
O distrito de Raposo é um bom exemplo. O local é muito bonito, aprazível, saudável por suas famosas fontes, e recebe milhares de turistas durante todo o ano. Todavia, é preciso destacar que este importante distrito ainda não foi equipado pela prefeitura municipal, com uma rede de captação e de tratamento de esgoto apropriados, como merece o famoso distrito.
São José de Ubá: a catástrofe
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O Grande consumo de água!
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Anônimo
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